O apoio de Augusto Cury a Flávio Bolsonaro (PL), anunciado nesta quinta-feira (8), ocorre em meio à disputa pelo voto de seus eleitores no segundo turno. Pesquisa Real Time Big Data mostra que 78% dos eleitores do escritor ainda não estão totalmente decididos sobre sua posição, o que mantém aberta a disputa entre o senador e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por esse público.Segundo o levantamento, 22% dos eleitores de Cury afirmam que sua posição está totalmente definida. Outros 52% dizem que ela está quase definida, mas ainda pode mudar; 12% estão bastante indecisos e 14%, totalmente indecisos.A pesquisa foi realizada nos dias 6 e 7 de outubro, antes do anúncio de apoio de Cury a Flávio, com 1.600 entrevistados. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.Na campanha de Flávio Bolsonaro, a orientação é buscar o máximo possível dos votos dos candidatos que ficaram fora do segundo turno e ampliar o diálogo com o eleitorado de centro. O apoio de Cury se insere nessa estratégia, mas a pesquisa foi realizada antes do anúncio e não permite medir seu efeito sobre a intenção de voto.A campanha também usa o apoio de partidos e parlamentares eleitos para reforçar o discurso de governabilidade. A ideia é apresentar ao eleitor a possibilidade de contar com uma base política no Congresso para implementar as propostas defendidas durante a campanha.Além do Podemos, Flávio já recebeu apoio formal de União Brasil, PP, Republicanos e Novo. Antes de Cury anunciar apoio a Flávio, a campanha de Lula buscava o apoio do escritor à candidatura petista. O presidente ainda tenta conquistar os eleitores de Cury, que não necessariamente seguirão a orientação política do autor.O eleitorado do escritor apresenta uma avaliação menos negativa do governo atual em comparação com os demais grupos pesquisados. Entre os que votaram em Cury no primeiro turno, 44% aprovam a maneira como o governo Lula administra o país, outros 23% consideram que o Brasil melhorou nos últimos quatro anos, o maior índice entre os grupos analisados. A campanha petista também procura dialogar com eleitores de candidatos como Ronaldo Caiado e Renan Santos, entre os quais há maior resistência ao PT. A coordenação trabalha para mobilizar a militância nos estados e alcançar eleitores que ainda não definiram totalmente sua posição.Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp









