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Fertilização in vitro: teste genético de embriões não aumenta taxa de gravidez entre mulheres jovens
Fertilização in vitro: teste genético de embriões não aumenta taxa de gravidez entre mulheres jovens · Imagem: Source: www.estadao.com.br

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Fertilização in vitro: teste genético de embriões não aumenta taxa de gravidez entre mulheres jovens
Fertilização in vitro: teste genético de embriões não aumenta taxa de gravidez entre mulheres jovens · Imagem: Source: www.estadao.com.br

O teste genético de embriões (PGT-A ou NGS), feito para avaliar a integridade genética e cromossômica antes da transferência ao útero na fertilização in vitro, não aumenta a taxa de gravidez nem a de nascidos vivos entre mulheres de 18 e 37 anos. A conclusão vem de um estudo conduzido por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e publicado na revista científica Clinics.

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José Maria Soares Júnior, coautor do estudo e professor do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da FMUSP, conta que a ideia era medir a eficácia do procedimento, que é amplamente realizado, mas possui um custo elevado.

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A pesquisa partiu de dados do Hospital das Clínicas da FMUSP, uma unidade da rede pública, mas, segundo experiências estrangeiras citadas no trabalho, a inclusão do teste pode encarecer em mais de US$ 6 mil o custo total da fertilização in vitro.

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Teste é feito para avaliar a integridade genética e cromossômica dos embriões antes da transferência para o útero Foto: Svitlana/Adobe Stock Images

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O que é o teste genético de embriões?

De acordo com Soares, o PGT-A é um exame feito com o auxílio de microscópio e laser, no qual se retira uma pequena quantidade de células do embrião para análise laboratorial.

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O objetivo é detectar alterações cromossômicas ou genéticas que possam acarretar malformações ou transmissão de doenças genéticas e raras.

Os resultados do estudo, no entanto, indicaram que, entre mulheres de 18 a 37 anos com bom prognóstico de gravidez, o teste teve os mesmos resultados observados em pacientes que passaram apenas pela avaliação morfológica e de desenvolvimento embrionário, método tradicional de seleção de embriões.

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Nesse caso, os embriologistas acompanham o embrião diariamente, durante cinco dias, observando o desenvolvimento com um microscópio.

Resultados do estudo

A pesquisa contou com a participação de 206 pacientes de 18 a 37 anos, com bom prognóstico de fertilidade, que buscaram atendimento no Centro de Reprodução Humana do Hospital das Clínicas.

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Elas foram divididas em dois grupos: metade passou pelo teste genético e a outra metade passou pela avaliação tradicional. A partir disso, os pesquisadores compararam as taxas de sucesso.

Entre as mulheres que fizeram o teste genético, a taxa de gravidez clínica foi de 79,6%, enquanto entre aquelas que fizeram o exame convencional a taxa foi de 76,7%.

A taxa de nascidos vivos foi de 64,1% no grupo com teste genético e de 59,2% no grupo convencional. Quanto à taxa de abortamento, não houve diferença significativa entre os dois procedimentos.

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“O que percebemos é que, fazendo ou não o exame, os resultados da gravidez são semelhantes”, destaca Soares. Por isso ele e os colegas do estudo entendem que não é recomendada a realização do teste de forma rotineira ou universal para mulheres nessa faixa etária.

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“Defendemos que o teste não é para qualquer paciente, apenas para aquelas de alto risco, justamente para ter um efeito que valha o custo-benefício”, adiciona.

Soares pondera que o tamanho da amostra foi pequeno e ressalta a necessidade de estudos de longo prazo, com mais participantes, para avaliar a eficácia na população geral.

Para quem o teste é indicado?

Segundo o professor, o teste genético de embriões é recomendado nos casos em que a mulher tem mais de 38 anos. Nessa faixa etária, há maior incidência de alterações cromossômicas e genéticas nos óvulos.

O teste também é indicado para casais com doenças genéticas na família, histórico de perdas gestacionais recorrentes, falhas repetidas de implantação embrionária ou casos em que o parceiro tenha problemas de infertilidade.

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