A Final do Campeonato Mineiro de 2026 foi a partida decisiva da 112a edição do Campeonato Mineiro, a principal divisão do futebol profissional no estado de Minas Gerais. A final foi disputada em jogo único no Estádio Mineirão, em Belo Horizonte, no dia 8 de março de 2026. O Cruzeiro sagrou-se campeão ao vencer o Atlético Mineiro por 1 a 0, conquistando seu 39o título estadual. A partida, no entanto, ficou marcada por uma briga generalizada nos minutos finais que resultou em 23 expulsões, estabelecendo um recorde histórico no futebol brasileiro.

Antecedentes Após anos com o formato de jogos de ida e volta, a Federação Mineira de Futebol (FMF) retomou o formato de final em jogo único para a edição de 2026. O Cruzeiro chegou à final após eliminar o Pouso Alegre na semifinal, enquanto o Atlético Mineiro avançou ao superar o América Mineiro.

Detalhes da partida

O jogo O clássico foi equilibrado e tenso desde o início. O gol da vitória do Cruzeiro foi marcado pelo atacante Kaio Jorge aos 15 minutos do segundo tempo (60'), aproveitando uma assistência após jogada de velocidade. O Atlético pressionou pelo empate durante o restante da etapa final, mas parou na defesa celeste.

A briga generalizada Aos 51 minutos do segundo tempo, uma falta sofrida pelo goleiro Everson (Atlético) desencadeou um confronto com o meia Christian Roberto (Cruzeiro). O incidente escalou rapidamente para uma briga generalizada envolvendo jogadores titulares, reservas e membros da comissão técnica de ambas as equipes. O árbitro Matheus Delgado Candançan encerrou a partida prematuramente devido à falta de segurança e, após análise, registrou na súmula a expulsão de 23 pessoas. O número de expulsos supera o recorde anterior de 22 expulsões em uma única partida no Brasil. Candançan solicitou apoio da Polícia Militar durante o tumulto. Após a situação ser controlada e os ânimos diminuírem, a partida foi encerrada.

Recorde brasileiro de expulsões No dia seguinte, a Federação Mineira de Futebol (FMF) divulgou a súmula oficial da partida. Nela, constam 23 expulsões, sendo doze do Cruzeiro e onze do Atlético Mineiro. Como a briga ocorreu de forma generalizada, a maioria das expulsões foram relatadas da mesma forma: o árbitro Matheus Delgado Candançan detalhou que as expulsões ocorreram devido aos jogadores terem desferido e atingido com socos e chutes seus adversários, não sendo possível apresentar o cartão vermelho devido à confusão. Por meio de uma postagem nas redes sociais, a conta oficial do Guinness World Records detalhou que o recorde absoluto de expulsões ocorreu em uma partida da quinta divisão do Campeonato Argentino, entre o Claypole e o Victoriano Arenas. Na ocasião, todos os jogadores de cada lado, inclusive os reservas, foram expulsos após uma confusão, que ocorreu supostamente após uma sequência de confrontos e entradas duras dos atletas. A conta ainda disse que não havia rivalidade entre as duas equipes. No entanto, a partida entre Cruzeiro e Atlético-MG bateu o recorde de expulsões no futebol brasileiro, superando o número de 22 entre Portuguesa e Botafogo, partida ocorrida pelo Torneio Rio-São Paulo em 1952.

Final

Lista de expulsos Cruzeiro (11): Cássio, Kaio Jorge, Lucas Romero, Matheus Henrique, Walace, Gerson, Christian Roberto, entre outros. Atlético Mineiro (12): Hulk, Éverson, Júnior Alonso, Lyanco, Guilherme Arana, Renan Lodi, entre outros.

Repercussão e consequências Jornais de vários países repercutiram a briga entre os jogadores dos dois times. O canal TyC Sports, da Argentina, classificou a confusão como uma batalha campal e escandalosa. O Diário Olé, também argentino, também destacou a briga como um batalha campal, citando o recorde de expulsões do futebol brasileiro como algo "triste". O jornal El País, da Espanha, de mesmo modo divulgou o ocorrido. O periódico homônimo do Uruguai citou que o goleiro Éverson havia "enlouquecido". O jornal português A Bola foi outro noticiário que destacou a confusão, enfatizando a presença de Hulk no ocorrido. Com a vitória, o Cruzeiro quebrou a sequência de títulos do rival e retomou a hegemonia estadual. No entanto, o Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-MG) abriu um inquérito para investigar as agressões, o que deve resultar em suspensões pesadas para os envolvidos no início do Campeonato Brasileiro de 2026. A Polícia Civil de Minas Gerais abriu inquérito para investigar a briga e decidir por uma possível criminalização pela Lei Geral do Esporte, que prevê punição para quem promover tumulto ou violência em eventos esportivos, com detenção de até dois anos.

Ver também Clássico Mineiro Campeonato Mineiro de Futebol

Referências