Manoela Alcântara

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante encerramento da plenária com parlamentares, em Brasília
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante encerramento da plenária com parlamentares, em Brasília · Imagem: Ricardo Stuckert

TSE cobrou explicações sobre restrições à circulação de material da campanha do presidente Lula. Segundo empresa, houve falha global

Meta nega operar para favorecer ou prejudicar candidatos nas eleições
Meta nega operar para favorecer ou prejudicar candidatos nas eleições · Imagem: Source: www.metropoles.com

Luana Patriolino, Manoela Alcântara

Meta nega operar para favorecer ou prejudicar candidatos nas eleições
Meta nega operar para favorecer ou prejudicar candidatos nas eleições · Imagem: Source: www.metropoles.com

13/10/2026 12:22

Meta nega operar para favorecer ou prejudicar candidatos nas eleições
Meta nega operar para favorecer ou prejudicar candidatos nas eleições · Imagem: Source: www.metropoles.com

Ricardo Stuckert

Meta nega operar para favorecer ou prejudicar candidatos nas eleições
Meta nega operar para favorecer ou prejudicar candidatos nas eleições · Imagem: Source: www.metropoles.com

O Grupo Meta, responsável pelo Facebook e Instagram, encaminhou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) esclarecimentos sobre restrições à circulação de conteúdos da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A empresa negou estar operando seus sistemas para favorecer determinados candidatos.

Meta nega operar para favorecer ou prejudicar candidatos nas eleições
Meta nega operar para favorecer ou prejudicar candidatos nas eleições · Imagem: Source: www.metropoles.com

O documento, enviado nessa segunda-feira (12/10), atende a uma determinação do ministro Marco Aurélio Bellizze, que fixou um prazo de 48 horas para que a companhia explicasse sobre a rede de 255 perfis automatizados no Instagram.

A ação foi apresentada pela campanha de Lula, que denunciou uma sequência de episódios classificados pela empresa como “problemas técnicos”.

Segundo a coligação Brasil Pronto pra Mais, no entanto, essas falhas estariam afetando de forma desproporcional o desempenho digital do candidato petista.

Entre no canal de WhatsApp da Coluna Manoela Alcântara

Ao TSE, a Meta afirmou que não tem responsabilidade sobre o conteúdo algorítmico.

“O Facebook Brasil repudia categoricamente tal premissa. A afirmação é falsa, não está demonstrada e não resiste ao confronto com os fatos e com os dados objetivos adiante apresentados — razão pela qual não poderia ficar relegada a um tópico posterior: dela depende a correta leitura de todos os esclarecimentos técnicos que se seguem”, argumentou.

“Vale dizer: a mesma narrativa de favorecimento do adversário é invocada, simultaneamente, pelos dois polos da disputa — o que apenas confirma que se está diante de impressão subjetiva difusa, e não de conduta direcionada”, acrescentou a empresa.

3 imagens

1 de 3

Meta negou interferência nas eleições do Brasil

Cheng Xin/Getty Images

2 de 3

Empresa diz que houve falha global

Cottonbro/Pexels

3 de 3

Campanha de Lula acionou o TSE sobre entrega de conteúdo

YouTube TV Metrópoles

De acordo com a Meta, a não há favorecimento para candidatos, partidos ou coligações.

“A isonomia eleitoral assegura regras uniformes de acesso e tratamento, não equivalência artificial de resultados. O que a inicial efetivamente postula — promoção artificial do alcance de um campo político — é precisamente o que romperia a isonomia que diz pretender restaurar, e o que a disciplina eleitoral veda”, diz.

A decisão do ministro Marco Aurélio Bellizze também determinou a preservação de registros técnicos de moderação, publicidade e distribuição de conteúdos.

Falha no sistema

Segundo a big tech, uma falha técnica global afetou o total de visualizações de postagens do petista. A empresa alegou que o problema não afetou a entrega dos conteúdos nem teve relação com a política brasileira.

A Meta afirmou que um incidente bloqueou os sistemas que contabilizam reproduções e novas reproduções dos Reels do Instagram das 15h50 às 20h49 de 7 de outubro. A peça alega que o conteúdo foi entregue, mas as contagens podem ter aparecido como zero ou travadas.

Segundo a empresa, o mesmo problema afetou o total de visualizações de criadores de conteúdo em mais de cem países naquela data.

“O episódio de 7 de outubro decorreu de falha global e transitória restrita à exibição do contador de visualizações, sem impacto na distribuição de conteúdos; que a distribuição da conta oficial do candidato da Representante, naquela data, esteve substancialmente acima de sua própria linha de base recente; e que não há qualquer evidência tecnicamente verificável de seletividade ou manipulação para favorecer ou prejudicar campanhas”, diz.